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Ruas do centro de Manaus estão debaixo d’água em razão da cheia do rio Negro

A previsão é que esta seja a maior cheia dos últimos 100 anos

As vias estão recebendo pontes e passarelas e feira será transferida para uma balsa

A cota do rio Negro atingiu na sexta-feira (14) 29,64m confirmando as previsões de cheia severa do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que tem previsão de que a cota chegue até a 33,30m neste ano. As cenas nas ruas do centro da cidade neste domingo (16), registram que as ruas próximas da orla do rio Negro, estão cobertas por lâminas dágua cobrindo a pavimentação das vias.
A pesquisadora do CPRM, Luna Gripp, explica que a inundação das ruas não é relacionada à subida do nível do rio, mas sim à obstrução dos esgotos e tubulações de drenagem. “O nível do rio Negro não chega diretamente nos pontos inundados. O que acontece é que a saída da tubulação de esgoto e de drenagem está localizada em um ponto baixo do rio, próximo a 29 metros. Então, o problema ali é que a partir do momento que o rio atinge essa cota de 29 metros essa tubulação começa a ficar obstruída”, explicou.
A Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado estão implementando ações de redução de danos. Os feirantes da Feira Manaus Moderna, por exemplo, serão transferidos para uma balsa na próxima semana, onde vão trabalhar vendedores de peixes e carnes.
As ruas no entorno do centro também começaram a receber pontes de madeira. Alguns trechos foram interditados. Pelo menos cinco bairros da capital estão alagados. Os moradores dessas regiões só conseguem se locomover em canoas e também dependem de pontes de madeira improvisadas para enfrentar a cheia.
A Defesa Civil do Município monitora 15 pontos críticos e pelos menos 15 mil famílias atingidas pela subida das águas.

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