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Diretora da OMS: Não saímos do modo emergencial, mas podemos ser otimistas.

A diretora-geral adjunta para Medicamentos, Vacinação e Fármacos da OMS (Organização Mundial da Saúde), Mariângela Simão, disse, no UOL Entrevista de hoje, que o mundo ainda não pode relaxar sobre o novo coronavírus. Para ela, ainda não saímos do "modo emergencial' da doença, mas podemos ser otimistas por causa do avanço da vacinação. "No momento, (o mundo) ainda não saiu do modo emergencial. Não pode ser complacente, porque esse vírus é complicado, tem impacto a longo prazo em algumas pessoas e continua matando algumas pessoas", disse Mariângela, em entrevista à apresentadora do Canal UOL Fabíola Cidral e aos colunistas do UOL Jamil Chade e do VivaBem Lúcia Helena. A médica lembrou que a covid-19 matou 45 mil pessoas na semana passada em todo o mundo. Ela, no entanto, enfatiza que o aumento da vacinação está freando uma maior gravidade da doença. Não pode pensar que agora a gente está com o vírus mais fraquinho e as coisas vão ser resolvidas. Mas, por outro lado, você também tem que ser otimista, porque a gente tem as vacinas que estão funcionando para evitar que as pessoas se adoeçam gravemente e morram, você tem medicamentos disponíveis, testes. Você tem um conjunto de coisas que não tinha há um, dois anos atrás...


A diretora da OMS reforçou que o mundo não pode ser complacente com a doença, porque se for "o vírus pode vencer". Ela alerta que o novo coronavírus não provoca uma "gripezinha" nem se tornou benigno. "O risco de se pensar 'ah, isso aí todo mundo vai pegar, a gente tem que continuar a vida, e vamos tocar para frente'. Isso é ser complacente e vai deixar o vírus ganhar... Há riscos. Esse é o momento de fortalecer as estratégias governamentais para enfrentar esse vírus por mais algum tempo nessa fase pandêmica", disse Mariângela.


Endemia Mariângela afirmou que a covid-19 deve ser tornar uma doença endêmica, ou seja, iremos conviver com ela permanentemente. Mas ela ressaltou que é perigoso pensar que não estamos mais em uma pandemia.


Está começando a ficar mais claro que esse vírus não vai desaparecer. Ele tem todas as tendências de se tornar endêmico. Quer dizer que todo ano você sabe que vai ter um número de casos. A tendência é de encaminhar para ser uma doença endêmica. Mas no momento ainda estamos vivendo uma pandemia.


Sobre o pico da variante ômicron no Brasil, a médica acredita que não seja possível precisá-lo. Ela enfatiza, no entanto, que não há motivo para pânico. "É dificil prever quando o pico vai chegar no Brasil, mas é muito promissor porque o Brasil tem uma base de pessoas vacinadas, tem uma capilaridade no sistema de saúde... Talvez a gente não consiga evitar um número tão grande de casos novos, ainda tem uma parcela da população não vacinada. Algumas pessoas vão desenvolver doença grave, apesar de estarem vacinadas, mas é um número muito pequeno", disse Mariângela. Vacinas Sobre as vacinas contra o novo coronavírus que estão sendo aplicadas, a médica afirmou que todas elas ajudam não na prevenção da doença, seu agravamento, e posterior casos de mortes. Toma aquilo que está disponível para você no momento que o sistema de saúde está oferecendo. Você deve tomar e não suspeitar, 'quero aquela, quero essa .

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