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Vendedor de vacina acusa Governo Bolsonaro de pedir propina de US$ 1 por dose



A jornalista Constança Rezende, da Folha de São Paulo, publicou na noite desta terça-feira (29), uma matéria em que trazia à luz uma denúncia feita por um representante de uma vendedora de vacinas, que acusa membros do Ministério da Saúde, de pedir propina de US$ 1 dólar por dose, em troca de um contrato de fornecimentos de vacina para o Brasil.


Luiz Paulo Dominguetti Pereira, se apresentou à jornalista como representante da empresa Davati Medical Supply, disse em entrevista que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou o valor em um restaurante em Brasília, no dia 25 de fevereiro de 2021.





Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do Governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).


A Davati buscou a negociação com o Min. Da Saúde para vender 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca, com uma proposta inicial de US$3,5 por cada dose, posteriormente o valor subiu para US $15,5, a dose.


"Eu falei que nós tínhamos a vacina, que a empresa era uma empresa forte, a Davati. E aí ele falou: 'Olha, para trabalhar dentro do ministério, tem que compor com o grupo'. E eu falei: 'Mas como compor com o grupo? Que composição que seria essa?'", contou Dominguetti à Folha de São Paulo.


Fotos: Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil e Agência OGlobo

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