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Recursos da Afeam podem gerar renda e aliviar a fome dos amazonenses, afirma o ex-governador José Melo



A economia pujante do Amazonas, representada pelo Polo Industrial de Manaus (PIM) que no primeiro trimestre de 2022 faturou cerca de R$ 40 bilhões e, em menor escala, pelos produtos da terra como os frutos regionais, não tem chegado à maioria dos amazonenses. Em 2019, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 47% da população do Amazonas estavam abaixo da linha da pobreza. O estudo revelou ainda que do total da população do estado, 4,1 milhões de habitantes, cerca de 1,9 milhões sobrevivia com o valor mensal de até R$ 150.


Diante dessa situação, o ex governador do Amazonas e pré-candidato a deputado estadual, José Melo (PROS), defende que o governo desenvolva urgentemente políticas públicas que incentivem a geração de renda e emprego, principalmente, para a população carente tanto da capital quanto do interior. “No último ano do meu governo, nossa receita era de R$ 15 bilhões. Em seis anos, a receita atingiu a cifra de R$ 24 bilhões. Com esse recurso, o estado tem condições de criar programas de combate à pobreza, que passam, obrigatoriamente, pela geração de emprego e renda”. José Melo salientou ainda que a  ocupação rentável resgata a dignidade. “Um pai de família não quer ficar nesse incômodo de receber R$ 150 ou R$ 200 por mês, tendo uma oportunidade de trabalho para ganhar R$ 1000 por mês“, disse o ex-governador.



Melo afirma que a Agência de Fomento do Amazonas (Afeam) é uma grande alternativa para diminuir os indicadores negativos, proporcionando uma reviravolta na vida de quem está sem oportunidade. “Se você pegar 80% dos recursos da Afeam e direcionar para um programa que irá financiar para pessoa física ou jurídica entre R$ 1 mil e R$ 30 mil, praticando juros a 1% ao ano e prazo de carência de dois anos, você tiraria da miséria até 50% desse universo de pessoas que passam fome. Uma manicure, por exemplo, com esse valor poderia transformar parte da sua casa em salão de beleza e empregar pessoas. O mesmo poderia fazer o produtor rural, os prestadores de serviço, o pequeno comerciante. Você veria expansão da atividade econômica, do emprego e da melhoria da qualidade de vida da população“, disse o pré-candidato a deputado estadual. 


José Melo enfatizou ainda que o potencial da população amazonense de se reinventar é poderoso quando se trata de garantir a sobrevivência e que o estado deve acompanhar a evolução dos diversos setores que compõem a economia no sentido de auxiliar na criação de novos postos de trabalho. “Nas zonas Norte e Leste de Manaus, eu vi outra realidade dessa cidade. Existe um comércio extremamente forte, mas, em sua grande parte, informal. Têm pessoas que não tinham a mínima chance de estar em um emprego formal, mas estavam lá trabalhando nas centenas de comércios que existem nestas áreas. Fomentar micros e médias atividades econômicas por meio de políticas públicas focadas em reverter suas dificuldades é o caminho para zerar o desemprego tanto em Manaus quanto nos 61 municípios do interior”, prospectou Melo.


O pré-candidato a deputado estadual relembrou, que durante o período que esteve a frente do Poder Executivo, investiu na descentralização dos recursos para os microempreendedores a fim de auxiliar na constituição de novos negócios e expansão das empresas existentes na época. “Chegamos a atender 15 mil empresas e profissionais liberais só em Manaus. Nós fizemos um programa completo para atender as necessidades dos produtores rurais. O irmão do interior tinha assistência técnica, recebia mudas e sementes de qualidade. Depois veio o Banco do Povo que facilitou muito a vida dos produtores“, disse.


*Pandemia x economia* 




Ao analisar o cenário econômico pós-pandemia, o ex-governador José Melo relembrou que a contaminação em larga escala pelo novo coronavírus e o agravamento de casos de Covid-19 desestruturaram os ambientes de negócios. O fechamento de empresas, que não suportaram o longo período de paralisação das atividades, inflou o número de desempregados. Hoje, muitas empresas tentam se reerguer, mas com o CNPJ negativado, não podem se habilitar a contrair empréstimos nem financiamentos. “Durante a grande seca que teve no Amazonas durante o meu mandato como governador, encaminhei um projeto de lei para a Assembleia Legislativa que perdou todas as dívidas das empresas que quebraram devido ao evento da natureza. Durante a pandemia, deveria ter sido feito a mesma coisa. A remissão das dívidas e o fornecimento de linha de crédito para a composição de capital de giro e compra de equipamentos daria o impulso que falta para os empreendedores saírem da falência, recompondo seus negócios”, analisou José Melo

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