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Gentili: Os mesmos que defendem Constantino pedem minha demissão no SBT


 

 

 Danilo Gentili criticou hoje aqueles que dizem que Rodrigo Constantino — demitido pela Record e Jovem Pan após comentários sobre o caso de Mariana Ferrer — sofreu censura dos veículos em que trabalhava.

 Em seu perfil do Twitter, o apresentador do The Noite, do SBT, afirmou que essas são as mesmas pessoas que pedem que eles seja demitido do SBT quando faz críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 "As pessoas que hoje dizem que a demissão do Constantino por causa da pressão popular foi censura são as mesmas que ficam pedindo em massa pro SBT demitir eu e Diguinho Coruja quando zuamos o minto", escreveu Gentili.

 


 

 

 Demissões de Constantino

 

 O comentarista Rodrigo Constantino foi desligado da Record. Ele escrevia no site R7 e fazia comentários na Record News.

 

 A decisão é uma consequência das declarações de Constantino sobre o caso da jovem Mariana Ferrer, que acusou um empresário de estupro em uma casa noturna de Jurerê Internacional (SC). Em uma transmissão ao vivo, Constantino afirmou que, se sua filha sofresse um abuso em condições semelhantes, ele não denunciaria o homem e a deixaria de castigo.

 

 Após ser desligado do quadro de colaboradores da Record — conforme adiantou a coluna de Maurício Stycer —, o jornalista Rodrigo Constantino afirmou que a decisão da emissora foi causada por pressão dos anunciantes. Ele já havia sido demitido pela Jovem Pan ontem.

 

 Em publicação feita em seu Twitter, Constantino criticou a pressão — a que chamou de "tática fascista" — e afirmou que o departamento comercial da Record "pediu arrego".

 

 

 O motivo

 

 As demissões foram motivadas por um comentário que o jornalista fez sobre o caso de Mariana Ferrer — que foi vítima de estupro enquanto estava bêbada e viu o acusado do crime ser inocentado.

 

 "Se minha filha chegar em casa, e eu dou uma boa educação para que isso não aconteça, mas a gente nunca controla tudo, se ela chegar em casa um dia dizendo 'pai, fui numa festinha e fui estuprada', eu vou pedir as circunstâncias", começa Constantino no discurso.

 

 "'Fui para uma festinha, eu e três amigas, tinha dezoito homens, nós bebemos muito e eu estava ficando com dois caras e acabei dormindo lá e fui abusada', ela vai ficar de castigo feio. Eu não vou denunciar um cara desses para a polícia, eu vou dar um esporro na minha filha. Por que alguma coisa ali ela errou feio, e eu devo ter errado para ela agir assim", continuou o comentarista.

 

 

 O caso Mariana Ferrer

 

 O processo criminal envolvendo o empresário André Camargo de Aranha e a promoter Mariana Ferrer, no qual ele foi acusado de estuprá-la, causou indignação nas redes sociais. Segundo Ferrer, o estupro ocorreu em dezembro de 2018 durante uma festa em um clube de luxo em Florianópolis. Ela diz que havia bebido e que, posteriormente, foi dopada e estuprada por Aranha. Ele nega o crime. O empresário foi inocentado pela Justiça, a pedido do Ministério Público, órgão responsável pela acusação.

 

 No julgamento, em que Ferrer acusa o empresário André Aranha de estupro, a vítima foi humilhada pelo advogado de defesa diante do juiz. Em certo momento, Ferrer pede respeito e aponta que estava sendo tratada como acusada, não como vítima. Aranha foi inocentado e prevaleceu a tese de "estupro sem intenção", em que o empresário não teria como saber da falta de consentimento da vítima.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Portal UOL

Foto: Divulgação

 

 

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