A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio da Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA), passou a dar os primeiros passos para realizar o monitoramento da qualidade da água nas bacias do São Raimundo e Educandos com o suporte de equipamentos adquiridos para nove cursos de graduação, fruto de uma parceria com o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). A parceria formalizada entre a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), órgão que executa e fiscaliza as obras do Prosamim, e a UEA, vai possibilitar o monitoramento da qualidade da água e a criação do Índice de Qualidade da Água (IQA).
O professor universitário de Físico-Química, Sergio Duvoisin Junior, afirmou que a parceria da UEA e o Prosamim foi o primeiro passo para que a universidade pudesse realizar o monitoramento de água nessas localidades. Segundo o docente, esse tipo de análise nunca havia sido feito de forma sistemática pois, apesar de já existirem estudos sobre a qualidade das águas dos rios na região, todos eram realizados de forma pulverizadas no estado.
“A ideia de fazer esse tipo de estudo já existe há mais de 10 anos, porque precisamos formar um índice de qualidade da região Norte, que ainda não existe no estado”, afirmou.
O coordenador executivo da UGPE, Marcellus Campêlo, ressalta que esse investimento na UEA é promissor para o desenvolvimento das pesquisas na região.
“O fortalecimento institucional com a UEA vem ao encontro do trabalho que é executado através das intervenções do Prosamim que, apesar de reassentar pessoas que viviam em áreas alagadiças, não é um programa voltado para a habitação, e sim para o saneamento básico e a revitalização de áreas degradadas. O programa vem executando grandes obras de saneamento na capital e no interior, como a construção de redes de coleta, estações elevatórias e de tratamento de esgoto. Os estudos e pesquisas da UEA daqui a alguns anos irão demonstrar os resultados desses investimentos que são realizados hoje”, destacou.
“O usuário, através de um mapa, poderá visualizar os pontos onde essas amostras foram coletadas e a diferença dos índices de qualidade, que serão relacionados através das cores vermelho e preto, que indicarão um índice de qualidade ruim ou péssimo naquela amostra; amarelo para um nível mediano; e verde para uma qualidade boa ou ótima”.
FOTOS: Tiago Corrêa/UGPE
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